quinta-feira, 25 de março de 2010

Malhação

Check up do ano passado, janeiro de 2009.Depois de descobrir que meus ossos estão fracos, mas ainda não cheguei à Osteoporose, recebi o seguinte conselho da minha médica querida: “vá malhar para ganhar massa óssea”. Naquele instante meu mundo caiu. Já fiz muita malhação, mas quando eu era uma gata de vinte anos! Fazia duas, três aulas de aeróbica por dia e ainda enfrentava a musculação. Tinha 16% de gordura corporal, já imaginou? E eu me achava gorda, uma baleia! Como nossos jovens olhos são míopes! Como uma pessoa com 45 kg e um filho de um ou dois anos pode ser gorda?!
Mas vamos voltar aos dias atuais...
Um ano se passou e eu, finalmente, em pleno 2010, recebi um telefonema de uma grande amiga e companheira, Luce Pereira. Jornalista e escritora das melhores que conheço, por coincidência, disse que precisava conhecer uma boa academia, pois estava com os mesmos problemas que eu, além de carregar uns pesinhos a mais pela despedida do fumo.
“Que alegria”, pensei. Não vou passar pela tortura sozinha e ainda vamos encontrar pessoas conhecidas na academia e outras que nem queremos conhecer! Mas vá lá.
Numa manhã ensolarada (eca!) fomos já prontas para a primeira aula. Depois de toda a burocracia, que nos levou a manhã inteira, descobrimos que não teríamos mais tempo para malhar. Resultado: corremos para a delicatessen mais legal do bairro e fomos tomar “café da manhã” (todo diet, com queijo branco, suco natural, café e tédio), afinal tudo que é bom engorda!
No dia seguinte estávamos lá. Lindas, completamente trabalhadas na roupinha de malhar e com a coragem de dois bichos preguiça. Mas até que atuamos bem.
O problema agora é a gente conciliar nossas agendas e continuar firmes e fortes. Luce, minha querida, fique tranqüila. Vamos malhar até criarmos a bendita massa óssea.
Ah! E tem que tomar sol também! Esse, só na próxima encarnação. Não suporto os raios do astro rei. Só de pensar, já sinto um calor infernal. Nasci no país errado. Eu deveria estar no Canadá.
Ainda não deu para eu fazer amizades na academia (o contrário de Luce, que é super simpática). Mas vou passar a prestar atenção nas conversas (filho-babá-carro novo- marido chato-compras-blá,blá,blá), pra ver se eu quebro esse muro que existe entre eu e as malhadeiras de plantão. Eu juro que conto pra vocês!
Agora dá licença que vou pra academia! Vamos Luce? (Cassia Miranda)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

No meio da mão e entre os dedos

Vou re-ensinar a importância que dou aos nossos corações. Com esse órgão não se brinca porque ele pode morrer e matar a gente. Tudo faz doer, pois Deus lhe deu muita responsabilidade. Além de bater para nos manter vivos, foi ele o órgão escolhido numa “convenção mundial” como o símbolo do amor. E isso é muito importante e tem um peso imenso diante da vida e do amor romântico.
Já passou tanto tempo e você ainda não aprendeu/entendeu o que é me amar. Não é isso que você conhece. Não é tão difícil como você imagina nem tão fácil como você pensa. Eu gosto dos pensamentos eróticos no meio de uma conversa séria ou no meio de um trabalho. Pra descontrair e esquentar! Mas só eu conheço o que penso. Essa é a graça de olhar os outros.
Gosto dos beijos demorados e profundos, daqueles que parece um exame de garganta, mas que na realidade é só vontade de entrar no outro.
É muito bom quando o olho no olho confirma a pele na pele. Combustão. Paixão vulcânica. Desejo avassalador. Pressa. De ser feliz, de gargalhar, de misturar eu e o outro. De virar “apenas” e não “também”.
Sorrir do nada, achar tudo leve, inclusive a vida, mas com aquela pitada de ansiedade para se encontrar com a alma gêmea que estava até então, vagando, perdida. Onde estava você, meu amor? Ou onde estava eu, esse tempo todo?
A gente só não pode mais se perder. Mesmo que um de nós morra, a idéia é esperar o outro. Lembra que eu lhe ensinei? Aprenda a segurar meu coração no meio da mão e entre os dedos.
Não perca meu coração de você e eu juro não perder o seu.
Mas ainda falta muito. Temos muito que fazer. Muitas alegrias para viver juntos, muitos beijos profundos, muitos abraços apertados, muito orgulho pra sentir do outro, muita vida pra viver.
Mas presta atenção. Meu coração é muito frágil e aprendi a chorar quando – mesmo sem querer – deixam que ele caia, ou fique sozinho, ou sofra de saudade.
Portanto, só pegue meu coração se for para segurar no meio da mão com força e entre os dedos.(Cassia Miranda)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

2009 já vai tarde!

A riqueza de uma pessoa está nos tesouros simples. Mas nem todos têm olhos para vê-los. Sempre quis encontrar pessoas ricas desse tipo de tesouro. E encontrei.
Alguns foram embora cedo, porque Deus ou qualquer outra força superior e independente dos nossos desejos os chamou. Eles devem estar muito ocupados agora, iluminando nossas vidas. Outros estão por aqui, mas a vida se encarrega de nos separar por motivos vários. Mesmo assim eles são parte da nossa riqueza.
Ando um pouco calada, observando a vida. Olho com atenção cada detalhe, para não esquecer o que vi aqui quando não estiver mais participando pessoalmente das rodas, das conversas. Ultimamente tenho andado distante mesmo. Tenho precisado olhar pra dentro de mim e tentar voltar ao leme desse barco desgovernado.
Hoje vou me despedir e fazer uma aposta. Despeço-me de 2009. Foi um dos piores anos de toda a minha vida. Perdi muita gente, perdi muita coisa. Perdi dois amores. Minha casa (meu corpo) se desarrumou, taxas se alteraram, senti dor nos ossos, senti dor na cabeça, senti dor na alma (que ainda dói, um pouco menos agora). Eu me despeço deste ano sem um pingo de saudade. Na balança da vida, as coisas ruins suplantaram as boas. E mais uma vez se confirmou a minha cisma com os anos ímpares. Eles nunca são muito legais pra mim.
Agora quero fazer uma aposta. Quero apostar na mudança. De conceitos, de pensamentos, de foco. Quero e vou – pela última vez – dar uma chance à vida e ver o que ela me reserva. Vou voltar pra junto do Deus que acredito, pros amigos que amo (e são muitos), pras pessoas que me dão aconchego. Vou curtir mais minha família, minha mãe, que é um ser de luz, minha tia Socorro, que é tão parecida comigo e da qual eu tenho tanto orgulho, do meu filho maravilhoso, que é meu alicerce e meu porto seguro, enfim, vou tentar sorrir pra vida. E espero do fundo do meu coração, que 2010 sorria pra mim.
E pra finalizar, agradeço a todos aqueles que tiveram paciência comigo, pois sei que não é nada fácil encarar meu humor naturalmente, quanto mais com a alma atormentada. Obrigada Lucas, por me entender e me respeitar com seu silêncio preocupado, minha mãe maravilhosa, paciente e carinhosa, tia Socorro, tia Ana, tia Iria, Ângela, tio Poly, Carmen, Alexandre, Arthur, Flavia, minha irmã querida, que mesmo de muito longe se preocupou tanto, Bruno, meu sobrinho, Daniel, meu parceiro, Suely, minha irmã de alma e que tanto me ajudou com suas orações e conselhos, Rosa, minha sócia querida, Xande, meu amigão, Verinha Rocha, minha amigona que me apóia tanto com suas palavras, Codnome Beija-flor (ela sabe de quem estou falando), que tentou tanto me visitar (mas ela vem hoje, de presente de “Natal”), meu Beagle, enfim, todos os que amo e amarei sempre. Obrigada! (Cassia Miranda)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Eu ando muito blue...

O que é ficar doente da alma?
É não ter vida. Esperar o nada sem nenhuma expectativa.
O ser humano cansa. Cansa de tentar, de estudar, de trabalhar, de não parar, de buscar, de buscar. Pra quê? Eu estou cansada.
Uns dizem que é muito precoce esse sentimento, mas sempre fui precoce em tudo mesmo!
Nessa altura da minha vida, em que pesem todos esses anos, posso dizer que 2009 não foi um ano bom. Perdi muita gente, perdi muita coisa. E me abati com a vida. Ela é ingrata muitas vezes.
Olho pra porta e não consigo sair. Tenho meu quarto como o lugar sagrado, onde ninguém me fará mal. Onde ninguém vem me buscar.
Sinto desnecessária a luta eterna que travamos para viver.
De certa forma esse mal estar foi bom. Descobri quem são meus verdadeiros amigos e agradeço a eles todos.
Ninguém pode imaginar a quantidade de energia que desperdiço com tanta tristeza, mas não tenho um botão on/off pra ligar/desligar. Antes fosse assim!
Quero descobrir um jeito de sair daqui desse lugar escuro que é dentro de mim. Não estou conseguindo me ajudar e a única vontade que tenho é de não ouvir os outros me pedindo pra “reagir” quando eu nem tenho idéia de como fazer isso. E como é fácil dizer “reaja”!
Estou aqui, tentando sair de casa desde hoje de manhã. São 19h22. Ainda não consegui, nem sei se vou fazê-lo.
Queria ter motivos pra sorrir. De quê se ri tanto nas ruas, nas janelas, nos ônibus, nas praças, nas calçadas? Será uma catarse esquizofrênica grupal?
Talvez você pudesse ser uma razão. Talvez eu fosse idolatrar sua imagem e cuidar do seu corpo. Você iria ser meu sol no meio da chuva e minha lua nas noites chuvosas.
Mas as coisas não são como queremos. As pessoas não respondem como gostaríamos e nós mesmos cometemos erros contra nossa vida.
Minha aura deve estar cinza. Cinza de tristeza, de saudade das coisas e das pessoas que não tenho mais, dos amigos que sumiram, das pessoas que eram boas...ou não? Terá sido tudo ilusão?
Será que viver era só isso? Essa era a "grande emoção de estar vivo"?
Se for assim, acho que não gostei. Devo ir pra próxima parada? Cadê a coisa legal que é viver? Acho que estou sem GPS...ainda não encontrei. E meu tempo tá acabando.
Eu ando muito blue.(Cassia Miranda)