domingo, 30 de maio de 2010
Serão os jornalistas subprofissionais?
O assessor de comunicação ou as Assessorias, elas têm custos, pagam impostos, pagam seus telefones convencionais e celulares, pagam estagiários, jornalistas, terceirizados, e trabalham como médicos plantonistas: 24h no ar. Nós não desligamos celulares, passamos o dia em função dos nossos clientes para mostrar um trabalho bem feito e acima de tudo, com comprometimento.
Muitas vezes recebemos propostas indecentes! Assessorar empresas, pessoas físicas, políticos, profissionais de qualquer setor, por um valor que não se pode sequer chamar de “simbólico”, ou ouvimos aquela velha frase “estamos sem condições de contratar agora, mas num futuro próximo, talvez.”, mas querem o nosso serviço pra agora! Ou pior, pedem orçamentos para coberturas de eventos gigantescos, para trabalho de nível nacional, e em seguida, pedem para baixarmos o valor pela metade ou até mais que isso!”
Será que essas pessoas tão informadas, tão estudadas, tão-tão-tão... acham que jornalistas são subempregados, voluntários natos ou ricos excêntricos, que na falta do que fazer, resolveram ir trabalhar? O que será que se passa nessas cabecinhas tão espertas? Ou ignorantes? (no sentido de ignorar o que é uma Assessoria de Comunicação).
Então, queridos, sentimos informar-lhes que nosso trabalho é árduo, tanto quanto o seu. Nós passamos por universidades, temos diploma, somos sindicalizados, temos família, pagamos conta, viajamos e queremos o melhor pra nós. Assim, como vocês.
Às vezes, quando recebemos essas ofertas absurdas, temos vontade de inverter os papéis. Será que sua empresa, ou você, pessoa física, que quer ter reconhecido seu trabalho nas mídias existentes (e são muitas hoje em dia), fariam para nós, jornalistas, seus trabalhos “for free”. Apesar de já sabermos a resposta, queríamos que ela saísse das suas bocas. Pra que vocês se sentissem como a maioria de nós se sente. Como se tivéssemos estudado, nos especializado, por mera falta do quê fazer!
Jornalismo não é voluntariado. E nós ou a grande maioria, certamente fazemos nosso voluntariado e damos a sociedade nossa parcela como cidadãos. Jornalistas e suas famílias comem, pagam contas e têm famílias. Um pouquinho de respeito é bom e todos nós gostamos. Inclusive, vocês! Ou não? (por Cassia Miranda e por todos os jornalistas que recebem propostas indecentes. E somos muitos!) *Este texto surgiu de uma conversa entre alguns jornalistas que conheço...e são muitos!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Notícias
OAB pelo diploma - Uma panela de besteiras
Por Jayme Asfora*
“O exercício da atividade de jornalista, por não implicar tais riscos ou danos a terceiros, não deve ter a exigência do diploma”, esse foi um dos “brilhantes” argumentos utilizados ontem pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, ao apresentar seu relatório contra a exigibilidade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Em um total desrespeito àqueles que exercem essa atividade e que se dedicam a exercer a comunicação dentro dos padrões éticos e de responsabilidade, a maioria dos ministros do Supremo acompanhou o voto do relator e extinguiu a necessidade da formação superior para o jornalismo. Sem querer, aqui, discutir o mérito da decisão pelo prisma técnico, o fato é que a mesma é injusta.
O impacto da decisão do STF não é apenas para os que fazem a imprensa brasileira, mas também para toda a sociedade. A prescindilidade do diploma era, no mínimo, a garantia da manutenção de uma imprensa qualificada teoricamente e tecnicamente e, sobretudo, agindo dentro dos ditames da ética e do respeito – essenciais quando se trata da exposição pública de pessoas, empresas e instituições.
A comunicação brasileira, nos últimos anos, deixou de lado os profissionais que, muitas vezes, colocaram seus ganhos pessoais acima dos interesses de toda a sociedade. A regulamentação da profissão e a premissa da formação superior foram alguns dos principais responsáveis por essa mudança. Com toda a reverência aos cozinheiros e chefs de cozinha de todo o País, o ministro foi ainda mais infeliz ao declarar que “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área.
O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores”.
Ora ministro, colocar na mesma “panela” duas atividades tão distintas só demonstrou, à saciedade, uma visão autoritária e desrespeitosa aos que, diariamente, são responsáveis não só por difundir as informações como, principalmente, por garantir à sociedade brasileira ter pleno conhecimento e, de certa forma, controle, sobre os atos do poder público, questionando a conduta dos seus dirigentes. E é por acreditar, primeiramente, que uma imprensa responsável advém das instituições de ensino superior que enviamos ofício ao presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, solicitando que a entidade encaminhe ao Congresso Nacional minuta de projeto de lei regulamentando o exercício profissional e retomando a exigência do diploma.
Em nossa opinião, a liberdade de expressão prevista no inciso IX do artigo 5º, da Constituição Federal de 88, não colide com o inciso XIII do mesmo artigo 5º, em que está previsto que “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. Este mesmo inciso XIII é o embasamento constitucional de outra arma poderosa da cidadania brasileira: o exame de ordem. Sem esta barreira e sem o diploma para jornalistas, o que se oferece a todos nós é um cenário de imenso perigo, onde advogados e jornalistas poderão exercer a profissão sem a responsabilidade necessária.
* Jayme Asfora é presidente da OAB-PE.
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Venho observando tudo neste blog e agora resolvi me manifestar. Estou irada com toda essa questão sobre a dispensa do diploma para jornalistas. Creio que uma parte significativa da sociedade está solidária à causa. Assim, todos os órgãos da classe bem como órgãos de relevo como a OAB (e talvez um manifesto da população pela internet), poderiam fazer um movimento que levassem os “juristas da Corte” a reverem a posição tomada. Não se pode subestimar desse jeito a profissão do/da jornalista! A imprensa vem prestando um ótimo serviço à sociedade exatamente porque tem quadros de pessoas qualificadas, formadas e DIPLOMADAS para este fim. Ministro Gilmar Mendes, qual a razão de depreciar, enfraquecer uma profissão tão necessária ao País?
A quem o poder da imprensa está incomodando?
É absurda essa decisão do STF. Os literatos continuem escrevendo seus artigos e crônicas, os publicitários, os cineastas, os artistas plástico e até mesmo os médicos, só que isso não é jornalismo. Ser jornalista é outra coisa, não meramente escrever atigos e crônicas p/ jornais e revistas, como o fazem Lya Luft, Italo Bianchi, Amaury Medeiros, Fatima Quintas, José Luiz Delgado e tantos outros. Essa é mais uma retaliação contra a imprensa séria deste páis que denuncia os escândalos do Executivo, Legislativo e, por que não, do Judiciátio.
E pensar que no período dos governos ditos militares havia o reconhecimento da profissão jornalismo.
Notícias
Um golpe contra a democracia
Roberto Numeriano*
A grande burguesia dos meios de comunicação acaba de extinguir, por meio da questionável competência do STF, a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Trata-se de um golpe contra o Estado de direito democrático. Trata-se de um caso de lesa-opinião pública que, não fosse trágico e perigoso para a democracia (mesmo essa de corte elitista e liberal), deveria ir para os anais jurídicos como uma das mais peças mais hilariantes e falaciosas da história do Supremo.
O argumento fundamental do ministro Gilmar Mendes é que a exigência do diploma cerceia a liberdade de imprensa. Para “ilustrar” sua tese, lembra que a lei que determinou a exigência do diploma foi editada em 1969, portanto, durante o regime autoritário. O argumento é falacioso e o exemplo é descabido. Em primeiro lugar, o douto togado confunde liberdade de imprensa com a não exigência do diploma. Em seu distorcido argumento, a inexistência da obrigatoriedade do diploma é condição para aquela liberdade (e ainda a de expressão e de opinião) se materializar. Em segundo lugar, nosso sábio jurisconsulto descontextualiza o que foi a exigência sob o regime militar e o que é, hoje, quando vivemos sob uma democracia que busca se consolidar. (Essas e outras decisões “supremas” mostram como estamos ainda numa semidemocracia).
O jornalismo já é uma das profissões mais abertas, dado que há muitos meios de exercê-lo sem a necessidade do diploma, restando apenas algumas poucas funções exclusivas do profissional habilitado em curso superior. Como o STF acatou a iniciativa dos empresários da comunicação, temos agora legalizado um golpe à liberdade de expressão, mesmo nos seus limites político-ideológicos burgueses. Se a dita liberdade de imprensa é uma ficção burguesa, dado que somente o grande capital pode exercê-la de fato (pois monopoliza as grandes redes de rádio e TV, em conluio com a aristocracia política), imagine agora o cerceamento à liberdade de expressão com a inexorável e progressiva presença de porta-vozes dessa mesma burguesia política e empresarial com a idéia fixa do livre mercado acima de tudo e de todos.
Se formos rigorosos e coerentes (conforme a “lógica” pretensamente jurídica do STF), não há necessidade do diploma de Direito para exercer a advocacia, nem se tornar juiz, procurador ou ministro do Supremo. Afinal, são ambas as profissões meras “artes”: a de jornalista, a arte de escrever: a de advogado e similares, a arte de falar e escrever. E também não há necessidade de diploma para os economistas, assistentes sociais, publicitários etc (afinal, em quê um eventual prejuízo destes à sociedade poderia ser diferente do prejuízo de um jornalista à mesma, para que seja exigido o diploma daqueles, e não deste?).
Quem desconhece, aqui, os graves prejuízos que o jornalismo pode fazer às pessoas e instituições? Quem pode esquecer a TV Globo e jornalões escondendo da opinião pública a campanha das Diretas, já? Quem não sabe que o jornalismo de TV e Rádio é monopolizado pelos políticos e empresários? Vocês sabiam, por exemplo, que está tramitando no Congresso Nacional um projeto de lei para unificar os fusos horários brasileiros, em função do interesse da grade de programas das grandes emissoras?
O STF está judicializando assuntos que fogem de sua alçada, como é o caso de ofender com esta estúpida decisão liberdades consagradas no texto constitucional. A democracia corre perigo quando uma corte toma decisões autoritárias com o apoio de procuradores federais, juízes e, é claro, a chamada grande imprensa venal e do capital, que manipula e distorce fatos para defender interesses escusos e elitistas da velha direita.
Outro argumento canhestro: jornalismo é uma “arte”, como a arte literária, apenas diferenciada porque se materializa dentro de uma empresa que paga (mal) aos seus assalariados (que serão demitidos para serem substituídos por apaniguados). Como dissemos, o diploma nunca impediu a liberdade de imprensa, nem de expressão, nem de opinião (que são diferentes tipos de liberdade, não necessariamente complementares). Pelo fato de ser uma profissão aberta, milhares de profissionais estão empregados sem a necessidade de diploma (muitos, infelizmente, fazendo jornalismo marrom, puxa-saco, aético). O diploma nunca impediu ou cerceou quaisquer daquelas liberdades (muitas, apenas no papel, mas por causas materiais, exatamente capitalistas).
Ao mesmo tempo, jornalismo é uma técnica de redação, não uma arte, um trabalho diletante e romântico. Exige a ética da comunicação, conhecimentos dos gêneros jornalísticos, redação e locução com técnicas específicas etc. Mas, diante do avanço autoritário dessa corte de iluminados juristas, propomos, sob a mesma lógica, que seja extinta a exigência do diploma de Direito para o exercício da liberdade de representação perante o Estado ou outrem. Afinal, no fundo, apesar da arrogância e pretensão desses togados, não há nada nos livros jurídicos que não possamos aprender sem a necessidade de um curso de Direito.
Se o Congresso não criar uma lei que reestabeleça a exigência do diploma, só restará a liberdade de opinião nas assembléias e reuniões públicas. E talvez devamos temer até por esse direito, pois vejo que ações e idéias reacionárias estão começando a convergir nas váriasinstâncias dos três poderes, talvez temendo o avanço da nossa luta contra-hegemônica a essa ordem política e social de atraso e violência. Proposta nossa contra a reserva de mercado dos formados em Direito: que os rábulas possam voltar à ativa e presidirem o STF. A democracia está frita com esses nobres juristas.
Roberto Numeriano é jornalista, mestre em Ciência Política, professor de comunicação da Esurp e da Faculdade de Caruaru e membro do Comitê Estadual do PCB.
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É extremamente lamentável essa decisão autoritária e mal intencionada, pois tudo faz crer que o objetivo é enfraquecer a imprensa, que vem fazendo um excelente trabalho para a sociedade!
Enquanto os ministros do STF forem indicados esse tipo de decisão funesta estará sempre manchando a nossa tão breve história democrática em favor daqueles incomodados c/ as denúncias do sério jornalismo deste país.
é lamentável…
Notícias
LUTO: Jornalista = cozinheiro = costureira! hahahahaha
Pernambuco // Curso superior
Após decisão do STF, estudantes de jornalismo realizam ato público
Publicado em 18.06.2009, às 08h32
Do JC Online
Após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma em curso superior específico para o exercício da profissão de jornalista no País, estudantes se reúnem nesta quinta-feira (18) para realizar ato público em protesto à decisão.
» STF declara inconstitucional obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo
» Fenaj diz que decisão do Supremo rebaixa exercício do jornalismo no Brasil
» Concursos públicos não poderão exigir diploma de jornalista, afirma ministr
Estudantes de jornalismo devem se reunir na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), a partir das 9h, para debater o assunto. O nome do encontro - Panelada de Jornalismo! - é uma alusão à frase do ministro Gilmar Mendes, comparando o ofício de jornalista a cozinheiros.
“Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores”.
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R-E-V-O-L-T-A-N-T-E…não sei de onde saiu uma ideiazinha tão infeliz!!!!
O cúmulo do desrespeito a classe;uma palhaçada!!!!!!
Pense no vespeiro que essa história vai estourar??????
Mexeu logo com um profissional que “não tem papas na lingua” mesmo…
A repercussão disso vai dar muito ainda “panos para as mangas”,pois nesse “angu tem muito caroço”,olha que vai sim.
Além da ignorância dos ministros a respeito da nossa profissão, percebemos claramente também a “caça às bruxas” em relação ao fato de a regulamentação ter ocorrido no tempo da ditadura, como se TUDO que o Regime Militar fez fosse ruim. Claro que só asnos podem pensar dessa forma. E comparar jornalista a cozinheiro??? Só isso é sufuciente para demonstrar a “preciosidade” dos elemntos que basearam a decisão. Esse pensamento rasteiro e arrogante dos ministros vai nos levar a uma situação caótica e os danos à sociedade serão conhecidos em breve. Agora “qualquer um” vai poder, em tese, ser jornalista. Absurdo. Os sindicatos e a Fenaj têm que ser criativos e ousados para inibir esse abuso. A defesa da profissão é a defesa do jornalismo de qualidade e comprometido com os interesses da sociedade. É só dar uma olhadinha nos jornais dos anos 50 e 60 para perceber a diferença gritante na qualidade dos textos em relação ao que temos hoje. Bem, nunca se viu na história desse país. . . . tantos absurdos e desmoralizações. E ainda tem babaca que diz: O presidente Lula não tem diploma e está sendo um ótimo presidente!!!! Façam-me o favor. Se o presidente não estudou e superou dificuldades não significa que temos que seguir o mesmo exemplo. Faculdades não fazem bons jornalistas, mas ruim com elas e infinitamente pior sem elas. Eita Brasil!!!! Estamos retrocedendo em tudo.
Isso é completamente inadimisível! Eu sou acadêmica de Jornalismo, e estou me sentindo “um lixo humano”, pois estou me sentindo uma cozinheira (não desmerecendo a classe). Quer dizer que qualquer pessoa, pode acordar e decidir que vai ser jornalista agora… Não sei que tipo de conhecimento esse ministro tem, mas concerteza, não sabe das disciplinas desenvolvidas durante a vida universitária… Estou em choque, juntamente com a minha turma e todos meus colegas da universidade.
ISSO É BRASIL,
NÃO PODERIA SER DIFERENTE.
TEMOS UM PRESIDENTE SEMI ANALFABETO ” O LULA ” QUE LÊ SEUS TEXTOS E DISCURSOS E AINDA FALA ERRADO.
UM MONTE DE POLÍTICOS LADRÕES, SAFADOS E CARAS DE PAU.
INFELIZMENTE ISTO ESTÁ NA CULTURA DO POVO BRASILEIRO, O POVO TEM O PODER DE NÃO COLOCAR ESSAS PEÇAS NO PODER E NÓS PODEMOS MUDAR ISTO.
VAMOS EDUCAR O POVO.
A melhor saída para o jornalista brasileiro…
A melhor saída para o jornalista brasileiro…
…o aeroporto mais próximo!
A única coisa que não me revolta mais é ter estudado na Universidade Federal de Pernambuco - UFPE.
Já pensou se eu tivesse estudado numa faculdade particular? Quanto dinheiro eu teria jogado no lixo?
Que país é esse?
Depois dessa decisão tão acertada do STF, fomos rebaixados a classe nenhuma. E se você for um gari - com todo respeito à classe trabalhadora - que tenha vocação para escrever, corra pro Sindicato mais próximo e tire sua DRT!
Putz! Fiquei sem palavras….mas deve ter muita cavalgadura fazendo festa neste momento!
Pois é, vou lá comprar minha passagem! Mando notícias de qualquer país sério. E quando meu estado de choque passar, escrevo um texto melhor sobre essa pauta vergonhosa!
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Ola desculpe mais uma vez… mas o GARI é a pessoa responsável por manter limpa a rua que todos sujam. Quando vc se referiu a essa categoria fez uma comparação como se fosse uma sub-raça ( classe nenhuma) ou ainda pessoas que devemos desprezar, penso que todas as vezes que vc e seus familiares geram lixo… que toda familia comum pode gerar até uma tonelada durante a vida ou alguns anos, que vcs separam os organicos, plasticos, metais, papéis etc… e dão seu devido destino.
Acredito que nessa nota você não tenha utilizado de “ética” profissional para escreve-la. Você se formou numa faculdade que espero ser de renome no seu estado, você deveria se desculpar formalmente e fazer um elogio a essa categoria de profissionais que merecem nosso apreço.
um amigo!!!
Caro Geraldo,
Não sabia que sofreria censura nos meus textos, muito menos nos textos das agências de notícias!
P.S.- Utilizei a profissão do gari como exemplo por ter sido a primeira a vir à lembrança, mas poderia ter escrito médico, aquiteto, advogado, enfim, todas as outras profissões que merecem meu total respeito, assim como quero ser respeitada pelos anos que passei na universidade. O senhor me dá licença de utilizar meu direito à liberdade de expressão?
Obrigada!
Cassia, Jornalista, sindicalizada, com registro na DRT.
Cassia,
O Blog da Tita a cada dia adquire mais credibilidade em virtude da seriedade com que trata os assuntos mais diversos, desde aqueles onde a emoção flui com paixão até aqueles onde a razão prepondera. Quero parabenizar-lhe pelo seu texto “A melhor saída para o jornalista brasileiro…” que mistura razão e emoção de uma forma elegante, ética e inteligente preponderando nesse caso, a razão. Creio que uma enorme parcela de brasileiros, onde me incluo, se sentiu indignada ao ver e ouvir ontem nas emissoras de TV e hoje na imprensa escrita, que o STF decidiu ontem que jornalista não precisa ter diploma para exercer a profissão. O mais estarrecedor é que a exigência do diploma de jornalismo foi derrubada por 8 votos a 1!!! Ora, o jornalista tem que ter técnicas específicas para cada matéria que ele produz. E isso ele adquire nas Universidades, durante a sua graduação e nos cursos de pós-graduação. Além disso, com a globalização o jornalismo se tornou tão especializado que temos no cenário mundial o jornalismo científico, econômico, político, etc. A decisão do STF deve ser revista.
Esta é uma situação terrível para o jornalismo no Brasil. Mas penso que, todas as cabeças pensantes - e sérias - do Brasil estão solidárias a vocês e, com certeza, revoltadas com a decisão do STF. A empresa que for séria e independente continuará exigindo o diploma do jornalista. Eu não a conheço, mas pelo que eu leio no seu blog, percebo tratar-se de uma pessoa extremamente inteligente, bem qualificada para a função e que vem apresentando ética ao escrever. Tudo isto me faz discordar do comentarista Geraldo, porque ele viu coisas que eu não consegui enxergar! Desculpe-me por escrever tanto!
Não sei como é isso, mas quanto mais o mundo se globaliza mas desaparece profissões e profissionais.
O comentário do Geraldo foi inoportuno e descabido, pelo simples fato de que Tita assim se expressou: “Com todo o respito à classe trabalhadora” qdo se referiu ao gari, profissional necessário e que merece todo o nosso respeito.
Não se mude p/ outro páis Tita, vc deve permanecer aqui e como jornalista diplomada lutar para que sua categoria seja fortalecida e seu ofíco um instrumento a serviço da democracia, denunciando arbitrariedades e contribuindo p/ a construção de uma país sério e melhor. Pessoas como vc são necessárias para a mudança e o esclarecimento de fatos tão estarrecedores e inaceitáveis cmo essa decisão exdr[uxula do STF.
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Definitivamente, o Brasil não é um país sério! Que vergonha!
STF derruba obrigatoriedade do diploma de jornalismo
Do Valor OnLine
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje por oito votos a um que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma em curso superior específico para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. Os ministros acolheram o recurso ajuizado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal (MPF) contra uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que tinha afirmado a necessidade do diploma.
O voto do relator - o presidente da Corte, Gilmar Mendes -, segundo o qual a formação específica em curso deve ser dispensada para a garantia do exercício pleno das liberdades de expressão e informação, foi seguido pelos demais ministros presentes, com exceção do ministro Marco Aurélio Mello. Os ministros Menezes Direito e Joaquim Barbosa não participaram do julgamento.
“Nesse campo, a salvaguarda das salvaguardas da sociedade é não restringir nada. Quem quiser se profissionalizar como jornalista é livre para fazê-lo, porém esses profissionais não exaurem a atividade jornalística. Ela se disponibiliza para os vocacionados, para os que têm intimidade com a palavra”, afirmou o ministro Ayres Britto.
O ministro Cezar Peluso disse que experiências de outros países demonstram que o jornalismo sempre pôde ser bem exercido sem qualquer exigência de formação universitária. “Não existe no exercício do jornalismo nenhum risco que decorra do desconhecimento de alguma verdade científica”, afirmou.
A decisão atende à tese da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e contraria a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), para quem foi justamente a exigência do diploma para o exercício do jornalismo, prevista no Decreto-Lei 972 de 1969, que permitiu a profissionalização e a maior qualificação da atividade jornalística no Brasil.
O patronato e as entidades representativas da categoria sempre estiveram em campos opostos na discussão. Uma liminar do STF já garantia, desde novembro de 2006, o exercício da atividade jornalística aos que já atuavam na profissão independentemente de registro no Ministério do Trabalho ou de diploma de curso superior na área de jornalismo.
O parecer do Ministério Público Federal também foi pela não obrigatoriedade do diploma . O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, disse que isso evitaria os obstáculos à livre expressão garantida pela Constituição Federal.
Vencido no julgamento, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que o jornalista deveria “ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida do cidadão em geral”.
(Agência Brasil)
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Ola… não entendi em chamar de “vergonha”…, garantir o direito de profissionais sem graduação ou pós graduação seria o mesmo que garantir a alguem por exemplo ter um blog ou pagina da internet sem ter formação específica na área. Acredito que foi uma vitória para o povo!
Foi uma vitória da inteligência. Nada mais justo.
O problema é que a grande maioria dos jornalistas formados em faculdade, principalmente, os mais jovens, não tem conhecimento da extensão brasileira. Muitos grandes profissionais dessa área foram formados a partir da função de repórteres.
Querer banalizar o caso é errado. Mas que nós temos muitos jornalistas “provisionados” (como é o nome dado aqueles que não frequentaram o curso superior) que dão verdadeiro show e aulas de jornalismo isto lá é uma grande verdade!
Imaginem há 30, 40 anos atrás quantas faculdades de jornalismo existiam e nem a falta delas impediu o nascimento de grandes talentos em nossa área.
Conheço muita gente que elabora uma petição com conhecimentos jurídicos melhor que muitos advogados.E no entanto, eles não podem exercerem a profissão de advogado. O direito a defesa tambem é sagrado na constituição, assim como o da saúde.
É um lance bem complexo…
Daqui a pouco, curandeiro vai exercer a medicina pois tem mais conhecimentos que muitos médicos.
Nosso assessor para assuntos de construção civil - Rafael Barbosah - pode construir um edifício de 40 andares, afinal, experiência ele tem, lhe falta, aliás, faltava diploma, e essa regra também vai cair.
Nossa! Isso tudo é só polêmica mesmo, ou frustração guardada por tantos anos de exigência do diploma de jornalista? Não imaginei que uma notícia absurda dessas iria ganhar tantos adeptos!
Sei que muita gente queria ser jornalista e então, agora todos os enrustidos terão seus dois minutos de jornalista! Não sei qual é a formação da maioria dos revoltados, porém tenho certeza de que não são jornalistas diplomados, mas gostariam muito de sê-lo…chegou sua vez de brincar de repórter! Tente! Vá em frente! Vou lhe dar um só conselho de jornalista e democrata: não patrulhem a opinião alheia. Afinal - teoricamente - todos vocês são a favor da liberdade de expressão!
Não é porque meu vizinho – que é médico – sabe preparar uma massa de cimento nos finais de semana, que eu vou entregar minha casa para ele construir, afinal, não é engenheiro! Há uma diferença abissal entre um especialista e um curioso!
Num país onde menos de 10% da população pode-se dizer privilegiada por ter um curso superior, não é nada democrático um leigo tomar o lugar de quem passou anos numa universidade e depois mais outros anos fazendo pós, mestrado, doutorado, etc.
É no mínimo, uma vergonha! Mas, se lhes incomodou a terminologia, acho bom começarem a exercer seu lado jornalístico e democrático, praticando a licença de me deixar falar o que eu penso em meu próprio blog!
Sinto que causei! Então, valeu!
Relaxem pra poder aguentar a pressão do jornalismo! Do contrário, não sobreviverão ao estresse da profissão! rsrsrsrs
Polémicas,polémicas…isso é bom,muito bom!
Nossa minha gente!!!!
que polêmica danada., entendo os dois lados, passo por isso na minha profissão…tenho 20 anos de experiência na área de logística internacional, acompanhei a evolução dos embarques e desembaraços de mercadorias…digitava (datilografava) uma Declaração de importação em quatro vias, quando hoje, só se aperta um botão e está tudo pronto… não concluí meu curso de Com. Exterior, mas disputo vagas com a “gurizada” recém-formada, que sai da faculdade com toda teoria…fresquinha…, mas nunca classificaram uma mercadoria, ou desafiaram um setor fiscal de alguma empresa que quer reduzir impostos com base legal em fundamentos infundáveis, falta a experiência, aquele joge de cintura que só aprendemos praticando, e não por isso, deixamos de dar valor aos novos empreendedores.
Continue Cassia!!!! deixe todo mundo saber que tem espaço para todos, mas a competência somente para alguns.
Grande beijo.

Caro Jayme,
Agradeço suas palavras de solidariedade em favor da nossa classe. Pena termos na presidência de uma instituição tão importante quanto o STF, um ministro capaz de comparar técnicas jornalísticas às téncnicas culinárias! Estamos correndo um sério perigo: a iminência de um histórico retrocesso num Brasil que parecia estar seguindo em frente, rumo ao verdadeiro desenvolvimento.
São essas práticas duvidosas e impostas pelo “poder maior” que nos remetem a uma fase da história brasileira que todos tentam esquecer: a ditaduta, o AI-5, a censura, as torturas, e a volta do fantasma que ainda ronda milhares de famílias. A barbárie da arbitrariedade, e dos porões do inferno, onde desapareceram tantos inocentes e inteligentes brasileiros, em nome da “liberdade de expressão”. Parabéns, Jayme Asfora. A OAB não poderia ficar omissa a uma decisão tão profundamente infeliz como essa. Temos que dizer NÃO ao retrocesso.