Uma pergunta…
Cabeças vazias, mentes atordoadas
Não penso para não sentir culpa.
Pessoas são mortais.
Almas não morrem e não envelhecem jamais.
Também não adoecem.
Só pessoas apodrecem…
Onde está a felicidade?
(C.M.)
Em permanente construção...
Cabeças vazias, mentes atordoadas
Não penso para não sentir culpa.
Pessoas são mortais.
Almas não morrem e não envelhecem jamais.
Também não adoecem.
Só pessoas apodrecem…
Onde está a felicidade?
(C.M.)
2:33 a.m. É claro que todos dormem. Menos eu, Chérie e Marú (nossas chinchilas que possuem hábitos noturnos como todos os roedores).
Madrugada: horas mais lentas e longas. É como se os relógios precisassem exclamar ‘tic-tic-tic, tac-tac-tac’, para que um simples segundo (um mero ‘tic-tac’) fosse capaz de passar.
Tenho achado as madrugadas repetitivas…parece que as rádios combinam a mesma sequência musical (ou é impressão minha?). Deve ser delírio das rotinas dos relógios e seus tic-tacs arrastados.
Tudo é mesmo questão de circunstância na vida da gente. Estivesse você aqui comigo, certamente já dormindo - como todas as pessoas que à noite precisam descansar - pelo menos teria seu cheiro e seu corpo quentinho. E mesmo dormindo, num ato quase automático, me abraçaria e me puxaria para junto. E a gente dormiria ‘conxinha’, até tocar o despertador e você me abraçar com força, dizendo um rouco e preguiçoso “bom dia”, com aquele sorriso sempre largo nos lábios. E eu teria dormido, quase que instantaneamente.
Nada disso terei mais. A não ser a solidão das madrugadas, o barulho do silêncio, a algazarra das chinchilas, o arrastar dos segundos, e seu espaço - agora vazio - nessa cama tão larga. Sinto sua falta. Sinto o peso do silêncio e da escuridão, que só se quebra pela claridade do visor do celular.
É aqui que coloco minhas alegrias, tristezas, ansiedades. É aqui que - no silêncio das madrugadas - tento exorcizar meus demônios e aprender com a minha única e verdadeira companheira: minha consciência.
Tic-tac, tic-tac…em breve nascerá mais um sol e, com o novo dia, os sorrisos de uma felicidade quase enigmática estampada nos rostos alheios. De onde virão os motivos para tantos sorrisos?
Quer saber? Todo mundo finge, ou não conhece a verdade. Deve ser tão bom ser ignorante! (Agora são 3:08 a.m.). (C.M.)
Ou então ser Theo, que passa o dia sendo acariciado, beijado, come de todos os delivery, bebe água mineral Indaiá, não paga uma conta, toma banho em loja de grife, tem a melhor posição ao dormir na cama e ai de quem ousar tirá-lo do seu canto. Aí sim, deve ser bom.
É Step…a ignorância de fato é uma bênção!
Ainda bem que as suas noites insones geram textos de tão boa qualidade
*Para o meu melhor amigo. Não preciso dizer quem é. Ele sabe. Isso é o que importa.
O que a gente faz com as lembranças que já se foram? As guarda no coração e não as esquece jamais. E com as lembranças vivas? Fingimos que esquecemos? E se ela for quase palpável? E se ela se fizer sempre presente? Isso é bom. Não quero perder esse fio de sentimento que ainda ficou entre nós. É uma conexão nossa.
Mas existe o outro lado da moeda. A outra versão da história. Já fomos um. Agora somos vários, mas sem nos esquecer. Eu entendo que o amor não é só um sentimento, mas uma habilidade que desenvolvemos com o tempo, ou não. Quem não tem vocação para o amor, não adianta viver mil anos.
Talvez fosse mais fácil ter nascido sem este dom, de amar. Porque em mim, tudo é dramaticamente exagerado e meu amor segue o mesmo rumo. Ele é ousado, avassalador, descarado, completamente apaixonado. Ele é entregue, viro refém, quero me jogar da ponte, cortar os pulsos, quero morrer de tanto amor.
Mas volto ao início. O que faço com você? Fico só amiguinha e escondo dos outros os que você já sabe? A gente se encontra de vez em quando pra conversar sobre filhos, relacionamentos e condenação à prisão perpétua?
A gente pode também somente rir das partes engraçadas bebendo um bom vinho branco ou um Martini com cerejas (que eu amo). E aí, depois de um abraço fraterno, cada qual segue seu caminho, cumpre seu destino, seu carma, sua sina, sua vida sem graça…ou não. Pode ser que haja graça em barulho de criança! Talvez eu não tenha desenvolvido essa habilidade. Mas isso é opção, viu?
Na verdade, me orgulho do homem de família que você se tornou. Só sinto que essa família não inclua a mim, como sua adorável esposa! Mas é assim mesmo. Como você mesmo diz, convivi com seu lado atormentado, seu lado ranzinza. E eu podia morrer por você. Imagina se te conheço nessa nova fase “paizão-maridão-homem-de-família”! Melhor nem pensar nisso.
Sinto saudades. E ainda bem que somos amigos de verdade. E que podemos nos comunicar através dos teclados, das mensagens, do telefone. E viva a tecnologia!
Meu Deus, não me deixe morrer antes de conhecer a tecnologia do cheiro e do tato, através dos monitores, celulares. Eu sei que vai acontecer breve!
Engraçado, quando éramos mais jovens, você dizia que eu “gostava de casar”. E agora, o que lhe digo? Só tenho certeza de uma coisa: somos muito habilidosos! Que bom!
(C.M)
… vc conseguiu despertar a minha curiosidade!!!!
Emocionei-me…
Lindo!!
Estórias que não terminaram…
Tô empre me identificando c/ as suas histórias. Essa foi bela
Quem nunca amou na vida desenvolva rapidamente esta habilidade , mas com SABEDORIA.
São 6:45 a.m. Sexta-feira que virou sábado.
Quem não dorme e não tem com quem dividir esse momento tão ‘hiato’, o que faz? Lê um livro, assiste TV, ouve músicas numa FM preferida diretamente do headphone para não acordar as pessoas que cometem a façanha de “deitar e dormir”, ou apenas escreve cartas pra ninguém?
Vácuo, silêncio. Quietude. Solitude. Côncavo hiato. Um vazio. Um buraco. E quatro meses e cinco dias depois, a memória chega depressa - com a força de um tsunami - e invade meu cérebro trazendo com ele, todas as lembranças de uma intensa história. Do começo até o final, com a clareza de quem enxerga o ritmo de um conta-gotas.
Esta é a segunda noite de uma insônia ansiosa e tamanha, que já me fez assistir dois sóis. Estou aprendendo a amanhecer. É uma dor sentida, que alivia com o calor do sol. [Parece que a programação da rádio foi ditada por você. Ouço todas as nossas músicas, que me remetem aos cheiros, sabores, sensações e a certeza absoluta da sua presença. Não lhe vejo, porém sinto e sei que está aqui, bem perto de mim. Sinto agora a mesma segurança que sentia ao seu lado, breves meses atrás. É como se estivéssemos conversando por telepatia. Uma saudade boa, com boas lembranças e a certeza de um amor paupável. E com a convicção de que estará sempre aqui. Flesh and blood. Real.
Não consigo mais chorar. Sua essência é tão forte e impregnada nessas paredes, nesses móveis, em todos os objetos, que esqueço que não dormi e que estou com os olhos abertos e descansados, com uma disposição de quem vai pedalar dez mil voltas ao mundo!
Sinto-me tão acordada, que esqueço momentaneamente a minha cabeça a latejar. Aprendi a conviver com a dor.
Pausa para viajar e lhe encontrar em cada momento de nossas vidas. [Os ruins foram tão poucos, que fiz questão de pular]. Quero seu sorriso e tenho uma dúvida antes já dita em verso: “aonde está você agora além de aqui, dentro de mim”?
Que coisa é essa que machuca o coração e os ossos? Amor, paixão? Então é só sofrimento (e algum poeta disfarçou a tristeza e o peso, mudando seu nome e mascarando a sensação de abandono que tem seu verdadeiro sentido). O amor é um fardo, visto que a vida resume-se a perdas.
Vivemos no vácuo, a procura da superfície, que tem a distância do horizonte e é inalcansável. A vida é um mix de sonho bom e ruim. São todos os sentimentos pesados, porém, alados. Mas agora eu sei que é tudo disfarce. (C.M.)
“Deitar e dormir”…aproveitem pra fazer isso (eu me encontro nesse grupo) enquanto podem. Dizem ue enquanto envelhecemos nossas noitem viram crianças… Linda crônica. Adorei!
Gosto muito do que vc escreve. Essa dor da perda já vivi e ainda hoje me dói. Também sinto a presença dele ao meu lado, quase sempre. Vc me fez lembrar um poema de Antonio Cícero, que ora transcrevo:
“Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iliminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela,, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
o que um pássaro sem vôos.
Po isso se escreve, por isso se diz, por isso sse publica, por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarde um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.”
Guardo na lembrança tudo de bom que vivi e isso não me faz sofrer e sim rememorar, com todo amor com que os momentos foram vividos. Guarde c/ carinho e sinta que a dor maior um dia passa.
O melhor de tudo é saber que mesmo nos momentos mais ferrenhos de nossas vidas, temos a companhia (mesmo que imaterialmente) presente ao nosso lado, que de certa forma, alimenta o vazio que se projeta e alivia (um pouco) a dor que culmina a nossa alma.
Estarei sempre por aqui, viu! Suas crônicas sempre estão presentes no nosso dia-a-dia!! :)))
AMOOOO!
Dor sentida por todos…que convivemos e tivemos ao nosso lado esse anjo chamado João!! Passei e passo tb noite acordadas…chorei muito por ausências …vivas e mortas,tenho o péssimo hábito de ser feliz…de como eu mesmo digo,”Dormir com Bozo”…Tenho que te falar em segredo de Blog(rsrsrsrs)só entre nós…que ainda não aprendi a lidar com a dor da perda…..e olhe que essa triste me persegue de pelo menos dois em dois anos!!
Costumo dizer que em outra encarnação devo ter sido um daqueles hebreus irados…que quando viu Jesus na cruz atirou um monte de pedra nele…e uma das acertou bem no meio das pernas….foi quando o bichinho soltou aquele sofrido..e acredito inaudível…”Deus ELE(sim,acredito que ele disse ELE,senão não pegava tanto no meu pé,ele me viu!!),e eu ainda não satisfeito…olhei pra baixo da cruz…aquela moça cheia de pano enrrolada…se acabando de chorar,o anormal aqui…sem um pingo de bondade diz
“Para de chorar histérica…num tá vendo que ele morreu já?”…era Maria,ou seja pode ser que daqui a umas quatro encarnações eu venha bem!!
Miranda,brinco e falo estas coisas..que vc sabe são normais e sinceras(infelizmente),pra te falar o quanto sei o que está passando…o quanto sei como é difícil…e como sei que tudo vai passar!!
Te amooooooooooooooooooooooo, e vamos fazer um trato…toda vez que pensarmos nele…no nosso João daremos uma festa de sorrisos e um turbilhão de pensamentos “megahipersuperpowerspositivos”!!
Conto com vc…..BORA???……ENTÃO!!
…Teu Jorgete!!
Copyright 2009
Blog da Tita. Powered by Blogger. Blogger Showcase
Blogger Templates created by Deluxe Templates. Wordpress by Wpthemesfree
Cassia, muito bom ter notícias suas… E saber que os teus textos seguem intimistas, interessantes e misteriosos…