sexta-feira, 14 de maio de 2010

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE QUALIDADE DE VIDA CHEGA A PERNAMBUCO

Qualidade de vida é uma necessidade vital para o ser humano. Ter qualidade de vida não é só gozar de boa saúde física e mental. É estar bem com você mesmo, com a família, com os amigos, com o trabalho, com os relacionamentos afetivos, profissionais e espirituais.

Na vida moderna, mal temos tempo para pensar em qualidade de vida. São muitas atribuições profissionais, a pressa, o rush do trânsito, levar e buscar filho nas escolas e aulas extracurriculares, como balé, judô, natação, Inglês, entre tantas outras atividades. Administrar trabalho e casa é não fácil, muito menos prazeroso. A maioria das pessoas diz que 24h é pouco tempo para as atividades que desenvolvem durante todo o dia.

Além disso, a grande maioria das famílias brasileiras não tem condições de proporcionar lazer a elas próprias, o que torna o final de semana um “tempo extra” para colocar em dia o trabalho atrasado, assistir às novelas que perdeu durante a semana, ou ficar, mais uma vez, em frente ao computador, procurando uma maneira de se divertir.

Porém, qualidade de vida engloba muitas questões, que muitas vezes fazemos tão automaticamente, que nem notamos se as desenvolvemos com qualidade ou não. Ter tempo para tomar um bom café da manhã, tomar menos de quatro cafezinhos durante o dia, menos que cinco doses de bebida alcoólica durante a semana, praticar atividades físicas com freqüência, ter a consciência de se proteger do sol forte, usando um bloqueador solar, ter um tempo do dia só seu para relaxar, meditar, ou apenas descansar, viver em harmonia familiar, ter um olhar positivo para o mundo, manter um bom relacionamento com a equipe de trabalho, saber se impor profissionalmente, saber valorizar seu trabalho, saber trabalhar em equipe, essas são apenas umas das inúmeras atitudes diante da vida, que dirão, se temos ou não, a tão desejada qualidade de vida.

Pensando em todas essas questões, em 1995, em São Paulo, foi criada a Associação Brasileira de Qualidade de Vida. Entidade sem fins lucrativos, a Associação depende da contribuição de seus associados e empresas mantenedoras para realizar suas atividades, tendo como compromisso, melhorar a vida das pessoas, particularmente a qualidade de vida no trabalho.

Tem como visão ser uma entidade de vanguarda em assuntos referentes à Qualidade de Vida. Entre seus objetivos estão: promover a integração e desenvolvimento de profissionais multidisciplinares, influenciar processos de transformações sócias e organizacionais em qualidade de vida, divulgar informações de diferentes naturezas, mostrando tendências, novidades, novos conceitos e prática de mercado, além de premiar organizações que se destaquem na área de qualidade de vida.

A expansão da ABQV se dá pela formação de núcleos estaduais, pretendendo que se multiplique por todos os estados do país. O processo é simples: profissionais são convidados para formar Comitês de Implantação. O trabalho começa sem uma diretoria local formal. Em lugar disso, atuam os membros do comitê. À medida que a adesão local cresce, esse núcleo passa a ter mais formalização e cargos. É quando o núcleo se candidata a ser uma representante da entidade. Está acontecendo assim no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Pernambuco é o terceiro estado a entrar na era da qualidade de vida, coisa tão pouco explorada e quase desconhecida para os pernambucanos.

Para comandar o processo em Pernambuco, foram convidados para membros de implantação do Comitê, o consultor e professor de gestão da saúde e qualidade de vida no trabalho, Paulo Erlich e a gerente da Divisão de Saúde e bem-estar da Chesf, Heloísa Nóbrega. Para o líder do comitê pernambucano, Paulo Erlich, “Um preceito fundamental que queremos passar para as empresas é que elas devem considerar a saúde dos empregados com um ativo em que elas precisam investir, para atingir mais facilmente seus objetivos. Melhorar o nível de saúde da força de trabalho resulta, falando apenas de alguns aspectos objetivos, em menor absenteísmo por doença, menor presenteismo (funcionários presentes, mas não produtivos, em função de problema físico ou mental) e menores custos de assistência médica. Isso se reflete na produtividade da empresa e, afinal de contas, em seus resultados financeiros.” (Cassia Miranda)

SERVIÇO:
QUE: LANÇAMENTO DA ABQV-PE
QUANDO: TERÇA-FEIRA, 25 DE MAIO
ONDE: AUDITÓRIO DA LIVRARIA CULTURA DO PAÇO ALFÂNDEGA
QUE HORAS:19h

CONTATOS:
SÂMIA SIMURRO – VP de Projetos e responsável pela expansão da ABQV
Fones: (11) 72064476 / 32845337
E-mail: samia@ser-psi.com.br

PAULO ERLICH – Consultor e professor de Gestão da Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho
Fones: (81) 9994.3306 / 3268.6465
E-mail: perlich@luminaonline.com.br

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Reencontro

Coincidências não existem e tampouco o acaso. Se nos encontramos nesse momento das nossas vidas, assim nos programamos antes, em algum outro lugar. Não creia ser finito. O que acaba é este corpo que hospeda nossos espíritos, viajantes de tantos mundos. Se nos achamos dentro deste planeta tão grande, alguma coisa temos a nos ensinar e a nos aprender. Temos que nos perdoar e aprendermos a nos re-amar. Não foi por nada menos que o Divino que nos fez ver um ao outro e nos reencontrarmos.
Tome seu fôlego que eu vou respirar. Aquela febre que eu senti não foi em vão. Onde estava naquele momento? Agora começo a compreender meus sentimentos confusos, minha busca incessante por algum sentido que não chegava à minha vida. E agora o vejo tão claro.
Por que nossa intimidade se perdeu? Quando foi que optamos por diferentes direções? Há quantas vidas nos procurávamos? Não temos tempo a perder com respostas. É urgente o nosso reencontro! Meu desejo é tão pulsante quanto o seu! E temos pressa. E temos sede.
Precisamos nos tocar, nos sentir, nos reconhecer. Para que todo e qualquer ressentimento seja esquecido e perdoado.
Superemos aquela antiga dor. Que ela se transforme em prazer e sorrisos. Em manhãs ensolaradas e noites de lua cheia. Que nosso amor tenha o barulho das ondas do mar: tranqüilo e constante, revolto e calmaria. Que sua respiração ofegante, seu suor caído da sua testa no meu peito, seus gemidos, fiquem impregnados em minha alma, para eu nunca esquecer de te reconhecer. Quero seu abraço seguro e firme, sua força, seu carinho, mas quero também sua fragilidade, sua doçura e sua insegurança.
Você estava no meu caminho ou eu estava no seu? Aonde essa estrada nos levará? Não questione, não questione o universo. As respostas já as tem. Você sempre soube de mim. Tanto que me reconheceu no meio de tanta gente!
Não fique triste, meu menino bonito. Estou sempre com você, a lhe velar. Sou dona do seu desejo, domadora dos seus medos. Seu porto seguro de amor. Não vá embora. Não agora. Fique comigo. Quero seu carinho. Preciso tanto me lembrar... (Cassia Miranda)
*Texto encontrado dentro de um dos meus milhões de blocos. Foi escrito em Maracaípe, na casa do João, no dia 23/09/2007. Falava da nossa relação, do nosso amor tão grande. Parecia prever alguma coisa à frente ou foi obra do 'acaso'? Preciso dizer que o João nunca o leu.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O poder e o tempo

(Para João)

Quisera eu ter o poder

De retroceder os ponteiros dos relógios,

Os ponteiros da existência.

E reverter todas as vidas,

Todos os tempos,

Todos os momentos importantes, raros.

E encontrar pessoas e coisas que se foram,

Sem dar tempo de dizer adeus. (Cassia Miranda)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Toda mulher morre aos 40 (ou parte dela)!

Fiquem calmas, mulheres e lobas do Brasil! O título é meio estranho, mas logo todas vocês entenderão.
Ser mulher é ótimo, mas não é brincadeira. Mulher menstrua, sente cólicas horríveis, tem TPM (quantos relacionamentos não findaram por causa dessas três letrinhas infames?), fica grávida, engorda mais do que deveria e com isso, ganha estrias. Celulite, nem se conta, porque faz parte da verdadeira mulher, como se viesse no DNA. Ou vem? Ainda tem os enjôos, as azias, e finalmente, o bebê. Lindo, fofo! Ele é o bônus. Já o ônus...mais celulites, peito arriado, noites inteiras acordadas, cólicas, fome, insônia (bebê também tem insônia, só que ele acorda a mãe, o papai fica dormindo), entre tantas outras alegrias da maternidade.
Quando passa essa etapa da vida da gente, tudo é bom! É o relacionamento que virou família, é ver o filho crescendo, a primeira palavra, a primeira aula, o primeiro dente, a primeira risada, o primeiro tombo, os primeiros pontos (toda criança cai e vai bater numa emergência de hospital), é o idílio! Os filhos vão crescendo e a mãe acompanha as lições de casa, ensina a lavar as mãos, escovar os dentes, a dizer, ”por favor”, “obrigada”, “me desculpe”, e tudo é lindo. A vida é linda, ser mãe é o máximo. “Só a mulher tem a soberania sobre a gravidez”, eu já ouvi isso de uma mulher. Detalhe: ela disse super orgulhosa de ser obrigada a carregar uma barriga que lá pros sete meses, a gente fica sem saber se dorme ou fica acordada, por falta de posição na cama. Viramos tartarugas. Mas as tartarugas mais felizes do uninverso! Vamos ter um filho!
Quando a mulher tem seus filhos ainda novinha, ótimo. (Se não é o seu caso, você é uma mãe-avó, mas tudo bem.) Porque ela sempre vai receber um elogio tipo “namorado novo” ou vai ouvir a célebre frase: “nossa! Parecem irmãos!” (ouço muito isso. Aliás, já ouvi os dois). Aí é a nossa redenção! Quem não quer ser a mãe gata do amigo do colégio?
Nessa fase ainda temos gás para malhar, deixar o filho no colégio, ir trabalhar, voltar pra pegar o filho na aula de jiu-jítsu, karatê, judô, balé, natação, inglês, patinação, jogos escolares, e ainda chegamos em casa com tudo em cima, inclusive a vontade de tomar aquela ducha pra esperar o maridão! Opa! Nem sempre há um maridão esperando por nós...
Tendências naturais dos seres humanos, demonstram que o “felizes para sempre” e o “até que a morte vos separe”, dito pelo padre, pastor, juiz de paz, rabino, etc., é pura obrigação. Eles falam porque está o script! Mas eles têm certeza de que é mentira. E como na vida tudo é efêmero, os casamentos também acabam. E os filhos, geralmente, ficam com as mães. Até aí, beleza.
Nessas alturas, a mãe já está na faixa dos 35 anos e animadíssima à espera da Idade da Loba! Toda mulher quer chegar aos 40, porque toda bibliografia moderna voltada para esse assunto demonstra que mulheres, depois dos 40, são mais felizes, encontram sua alma gêmea, obtêm sucesso no trabalho, enriquecem, enfim, os 40 anos é um marco. A pedra fundamental para a construção do futuro feminino. Seguro e pleno!
Enquanto isso, o filho já está na faculdade e é motivo para mais orgulho. Ele se forma, você já se divorciou, está livre, e finalmente, chega aos 40! Quando lhe perguntam a idade, você responde altiva: eu tenho 40! Nessa época a loba se solta, os cordeiros aparecem, e tudo é uma festa.
No ano seguinte, você já não tem mais vontade de dizer sua idade. Pra quê? Um dado deste teor é totalmente desinteressante. O que importa é a aparência, se ela é antenada, o que conta é a juventude do espírito (pouca gente acredita em Espiritismo, mas utiliza-se muito desse recurso), a independência, a cabeça boa, a bagagem profissional, a superioridade intelectual, o papo interessante, etc. Ah! Nessas alturas, celulites e estrias são ‘parte da história de uma vida’ (essa é dos homens), e nada disso é relevante.
Quando a mulher é inteligente e faz check up todos os anos, ela começa a descobrir novas companheiras com as quais ela jamais pensou conviver: menopausa precoce, hipotireoidismo, hipertireoidismo, osteopenia, pressão alta, alergias das mais variadas, dores que nunca havia conhecido, e a lista é enorme. Nem me peça pra listar! Mas não podemos deixar de citar a depressão, a síndrome do pânico e a necessidade de uma boa terapeuta.
E aí, nos anos seguintes você, que é uma mulher interessante, continuará sendo objeto de desejo de alguns homens ou mulheres. Mas, na hora do ‘se conhecer’, sempre vem aquela perguntinha desagradável e inoportuna: “Desculpa perguntar, mas qual a sua idade?” (se já começou pedindo desculpas, não deveria sequer terminar!). E independente da sua idade, da sua condição, da sua vida, da quantidade do seu QI, você vai responder com a maior segurança do mundo: “Eu tenho 40, e você?” (Cassia Miranda)